Secretaria da Pós: +55(31)3409 4881

Defesa de dissertação de JAQUELINE MEDEIROS FARAH

Ligado . Publicado em Defesas

O processo de resolução de um problema industrial: as implicações da experiência na configuração do espaço-problema

 

Esta dissertação discorre sobre o histórico de um problema industrial em uma planta produtora de ferroníquel – de 2012 a 2015 – desde a sua concepção e delimitação até o alcance de uma solução considerada aceitável. Verificado na área do Refino da planta o problema, a “geração de finos na granulação”, foi analisado em dois contextos. No primeiro contexto, ocorreu a tentativa de resolução desse problema. Esse processo envolveu sua classificação, a definição dos métodos adotados e a construção das ferramentas analíticas. No segundo contexto, ainda que não tenha sido completamente solucionado, verificou-se uma redução significativa do problema. Neste estudo, são discutidas as dificuldades em face de um problema vivenciado em circunstâncias reais, diferente dos explorados mais comumente em ambientes acadêmicos ou de consultoria. Com isso, busca-se estabelecer um contraponto entre problemas estruturados e os problemas não estruturados – dentre os quais “geração de finos” se situa –, sob dois aspectos: (1) o processo cognitivo envolvido no processo de resolução; e (2) as ferramentas analíticas empregadas nesse processo. A partir da discussão apresentada buscou-se reforçar o argumento de que problemas de design (de qualquer tipologia que se queira empregar) não são algo que surge do nada e sobre os quais os profissionais devem se debruçar até que encontrem uma solução satisfatória (PIDD, 2003). Problemas dessa natureza são construtos que emergem a partir do fluxo de questões em andamento, às quais é dada atenção. Nesse processo de construção do problema, pode haver vários pontos de vista válidos acerca do que está acontecendo e do que pode ser feito a respeito. Algumas dessas interpretações podem vir a ser consideradas “erradas”, no sentido de que não podem ser defendidas. Sob essa perspectiva, os modelos qualitativos e quantitativos atuam como “ferramentas para pensar”, mas sua eficácia depende do embasamento do conhecimento e da experiência.

 

01/02/2017

07:30

sala 1092, Escola de Engenharia